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O "autismo contemporâneo"

24.8.2016

"Minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus."

~ O home de vidro (O Fabuloso Destino de Amelie Poulain)

 

Na época da faculdade, fui direcionada a estudar alguns aspectos da interação da sociedade para desenvolver um projeto. Me deparei com o tema “autismo contemporâneo”. Essa expressão se aplica para explicar um tipo de comportamento encontrado na sociedade atual, que lembra vagamente o da síndrome, porém, esta é praticada por certos indivíduos que se protegem, voluntariamente, de um ambiente agressivo e/ou antipático.

 

Pode ser desenvolvida ao longo da vida, quando reagimos às ações dos nossos superiores e tutores, que muitas vezes demonstram nervosismo e impaciência diante da forma como experienciamos a vida. Alguns aspecto captados pela mente em formação ou em desequilíbrio são interpretados como frieza e insensibilidade, e fazem crescer barreiras emocionais e de isolamento para esses indivíduos, que por algum motivo, ainda não aprenderam a responder adequadamente aos estímulos externos.

 

Autismo contemporâneo no cinema

Um exemplo bem claro sobre esse “autismo contemporâneo” pode ser visto no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, onde a heroína da história, Amélie, não recebia uma atenção harmoniosa dos pais quando pequena. A mãe sofria dos nervos, e seu pai, que era médico, se preocupava mais com seus afazeres e não lhe dava a devida atenção. Seu único contato com o pai era no momento em que ele realizava o exame médico mensal. Amélie sentia aquele momento como o de maior intimidade entre ela e seu pai, e quando isso acontecia, seu coração disparava de felicidade. Seu pai achava aquele sintoma anormal e diagnosticou na filha uma deficiência cardíaca. Depois das conclusões paternas, a menina vive uma infância isolada, sem contato com as outras crianças e sem ir à escola. Insondável, a menina cria um mundo de fantasias para suprir a carência afetiva.

 

De acordo com as descrições acima, seria mais que esperado que a personagem tivesse desenvolvido algum tipo de deficiência quanto ao convívio social.  Mas levando isso para um contexto mais realista, a falta de contato com outras pessoas, e, principalmente a falta de carinho no ambiente familiar, faz com que algumas pessoas desenvolvam comportamentos como por exemplo: dificuldade de se relacionar socialmente, apegar-se demais aos objetos, não olhar nos olhos, introspecção, manias, dificuldades de compartilhar emoções, iniciar e manter uma conversa, entre outras estratégias de defesa "contra um mundo hostil”.

 

Transformar a vítima em herói

Observando a situação com uma perspectiva maior, sabemos que não se deve culpar o mundo pelas nossas dificuldade de enfrentarmos nossos obstáculos. Estamos em constante troca com o Universo, estamos regidos por leis que transcendem nosso limitado conhecimento neste plano e há de se conscientizar que o vitimismo é algo criado por nós para nos autossabotar do crescimento espiritual. A vida em si nos mostra que todos nós viemos com limites, obstáculo e aprendizados para resgatar. Mas, como nada é imutável, e somos antes de tudo frutos de um amor imensurável, tudo pode ser reconstruído, reformado e melhorado. Somos muito mais que esse envólucro que vestimos.

 

Diariamente, temos a oportunidade de sermos inspirados por uma centena de indivíduos, incluindo nós mesmos, que refletem o quão extraordinários somos, e que podemos transformar ainda mais nossa participação no mundo quando nos desprendemos das cortinas da ilusão. Albert Einstein, Isaac Newton, Betinho, Temple Grandin, Michelangelo, Charles Darwin, Beethoven, Stephen Hawking, Chico Xavier, entre outros, trouxeram a tona o que havia de melhor em si, independente de suas restrições e falta de estímulo. Eles viveram e agiram como se fossem seus próprios heróis.

 

E que tal não só sermos inspirados, mas começarmos a inspirar. Precisamos de exemplos, mas principalmente precisamos de dar o primeiro passo na iniciativa para realizarmos ações empáticas.

 

Que tal começarmos a nos comunicar melhor com as crianças, e começarmos olhando nos olhos quando isso acontece?

Que tal sermos íntegros com a vida e com nossos propósitos?

Que tal oferecer nosso melhor abraço para alguém  e sorrir para um estranho?

Que tal motivar um colega em seu projeto quando ninguém ainda o conhece?

Que tal ajudar a direcionar o sonho dos seu filho mesmo quando pareça inalcançável?

Que tal escolher ser feliz em vez de ter razão?

Que tal se desprender da necessidade de julgar?

Que tal ser o que você verdadeiramente é?

 

Que nosso ser interior demonstre com suas ações e vibrações toda a luz que podemos ofertar.

 

_/\_

 

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