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O poder e beleza de ser vulnerável

25.7.2016

Crescer é aceitar a vulnerabilidade ... Estar vivo é ser vulnerável.

~ Madeleine L'Engle

 

 

Segundo pesquisas, um dos maiores medos da humanidade é o de falar em público. Eu, mesmo sendo uma Comunicóloga, entendo perfeitamente essa estatística, porque por muito tempo fiz parte dela. Falar para muitas pessoas ainda pode ser intimidante, mas atualmente eu abraço o medo e vou assim mesmo.

 

Eu fui uma criança tímida, e como tal, costumava falar pouco e observar mais. Mas quando determinados assuntos do meu interesse vinham à tona, era difícil conter a ansiedade em falar. Ainda assim, as adversidades da vida me levaram a manter a preferência pelo silêncio.

Quando observo minha preferência pelo silêncio naquela época, me vem claramente o medo de expor uma opinião, o medo de ser julgada. Essa foi a minha maneira de lidar com os nãos, com as punições, com as críticas e fracassos. Guardar minha vontade de me expressar me parecia mais sensato do que correr o risco de parecer fraca.

 

Com o tempo, esse excesso de controle gerou em mim uma grande rigidez e medo em falhar. Foi escondendo minhas dificuldades que tentei provar para mim (e para o mundo) o quanto eu era forte. Ter o peso do mundo nas costas era quase um troféu para me gabar. Com o tempo percebi, de formas muito duras, que eu tinha criado a minha própria bolha de proteção, achando que tinha controle sobre as experiências que podiam entrar e sair. E assim, eu esqueci do meu coração. Eu esqueci de mim.

Eu não sabia o que estava criando. Eu atraí meus medos. Eu atraí mais "fracassos". Eu fragilizei minha saúde.

É preciso constante dedicação e disciplina nos estudos de autoconhecimento e terapias para entender todos os processos de desordem e caos interno que criamos. Na verdade, para nós que estamos na matéria, lidar com obstáculos é uma constante, porque muitos traumas nos acompanham durante muitas existências no nosso inconsciente, até a hora certa de estarmos preparados para resgatá-los. E isso não tem necessariamente a ver com idade. Mas quem disse que isso vem em nosso manual da vida? Quem disse que estamos dispostos a deixar de cobrar a nós (e o outro) sobre a hora certa?

 

Eu entendo agora quando dizem que viajar é uma das maneiras as quais mais aprendemos. Não é suficiente ler sobre o país ou cidade. Você precisa está lá para entender. Precisa participar das tradições, respirar aquele ar, encontrar outras pessoas. E foi dessa forma que eu descobri a beleza de ser vulnerável: viajando pela vida. Decidi vivê-la com todas suas dores e amores, de forma muito intensa. A recompensa está em caminhar cada passo com vontade própria, permitindo-se simplesmente ser.

 

Verdade seja dita, isso tem nos custado muitas lágrimas, mas também momentos de muita glória. Eu tenho me permitido viver em idade adulta coisas que eu anteriormente me anulei por medo de ser quem sou. E parte dessa permissão inclui fazer minha criança interior feliz. Inclui descobrir que independente da minha maturidade eu posso me sentir inocente e sem a obrigação de sofrer para acompanhar a dor do outro.

Pude observar, com essas mudanças, as energias de julgamentos ao redor, inclusive o meu próprio, porque a sociedade te cobra muito para que você se encaixe em padrões predeterminados para ser aceito. E o fato de você escolher pensar fora da caixinha e buscar uma forma de vida que foge do “combinado”, te faz ser visto com estranheza.

Ainda hoje eu me estranho. Passei muito tempo não sendo ou fazendo o que gostaria. Mas agora, eu me encontro aliviada em dizer que eu não me sinto como o que “eles” esperam que eu seja. Com certeza, não estou imune às dores (ainda), mas eu busco entender tudo com mais paciência e compaixão.

 

E eu digo a vocês – vale a pena!

Depois das lágrimas e risadas, vem a serenidade. Uma quietude que diz - tudo segue essencialmente perfeito.

Quando aceito o que vivo e quem sou, eu me descubro confortável com a vulnerabilidade. Nela encontro um verdadeiro poder de escolha e tenho principalmente uma oportunidade de cura. Isso traz muita paz.

 

Aprendi que ser vulnerável não tem a ver com fraqueza, e sim com coragem. Assumir quem você é requer ousadia. Assumir seus erros permite que você seja verdadeiro consigo mesmo. Errar nunca é o fim. É uma oportunidade de recomeçar, de reconectar, de sentir o prazer de viver de forma mais pura e incondicional.

Levante-se. Está tudo bem se, às vezes, não está bem. Faz parte do processo de equilíbrio se desequilibrar. É só mais um aprendizado.

 

Agora, a cada dia que passa, eu descubro algo novo sobre mim, e mesmo que isso possa causar desconforto, eu aceito a experiência como uma oportunidade de ser livre.

Cada dia acordo e digo pra mim 'eu aceito tudo que sou'.

Todos os dias eu digo a mim que me perdoar e ter compaixão àqueles que me feriram é o meu maior suporte e poder. Isso é aprender a amar verdadeiramente.

Não há nada que se envergonhar. Não há nada a temer. Todas as experiências são sagradas quando olhamos com uma perspectiva mais elevada.

E hoje eu estou sendo minha melhor versão.

 

_/\_

 

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