• Facebook
  • Instagram
  • YouTube
Site Oficial
Site Oficial
Site Oficial
Contato
Contato
Contato
Seja nosso parceiro!
Seja nosso parceiro!
Seja nosso parceiro!

Entrevista com Oberom

22.6.2016

Oberom Silva, professor de Yoga, pós-graduado em Nutrição Humana e Saúde, palestrante, escritor. Difunde em seus workshops uma rica bagagem de conhecimentos que recebeu desde sua juventude, dentre elas a Consciência Prânica, Veganismo, Yoga, Vipassana e o 'Processo de 21 dias'. De suas andanças pelo mundo, entre solos sagrados e vivências com seres santos, pôde compartilhar suas histórias e motivações nos seus três enriquecedores livros: Viajando na Luz, No fluir da felicidade e Vegan Yoga.

 

Para quem já teve contato com suas aulas e palestras, sabe que o conteúdo oferecido não passa desapercebido, pois é simples e transformador. E isso tem feito não só brasileiros, mas pessoas de todo o mundo admirarem esse ativista quântico, que busca em sua revolução silenciosa, convidar-nos a viver em um mundo de mais amor.

 

Sim (eba!), ele está mais uma vez presente em nosso blog, mas dessa vez ele participa abrindo o coração nesta inspiradora entrevista, onde ele fala um pouco do seu trabalho, despertar da consciência e Dharmas.

 

 

Durante a leitura do seu primeiro livro, Viajando na Luz, você conta os diversos milagres recebidos após fazer o Processo de 21 dias. Esse processo foi o grande divisor de águas de sua jornada? Fale um pouco sobre essa ferramenta de transformação.

De fato, o Processo de 21 dias, o começo de muitas descobertas, mudou minha vida. É um processo iniciático, tem um poder em si, embora completamente simples e sem qualquer necessidade ritualística, ele nos envolve de forma que somos impulsionados à auto-observação, à quebra de padrões limitantes. Começamos por retirar aqueles elementos em que o nosso ego se apoia (social, entretenimento, comida e água, na primeira semana), assim, em um profundo silêncio e estado contemplativo, cada vez menos identificados, vamos assistindo como nosso ego funciona, daí vamos assumindo nossa Presença.

É transformador. Três semanas de curas em muitos níveis, um profundo processo de limpeza do corpo físico, emocional e mental. Uma grande ferramenta para nos estabelecermos em um equilíbrio espiritual, abrindo a porta para uma nova jornada, muito mais consciente e presente.

 

Um dos temas que você difunde também em suas palestras e workshops está relacionado com a Consciência Prânica. O que é Consciência Prânica? Está relacionada ao Processo de 21 dias?

A Consciência Prânica é a elevação do padrão vibratório, por meio da consciência, ao campo das infinitas possibilidades, entrar no fluxo das sincronicidades, dar manutenção a um estado contínuo de contentamento e felicidade. É o mesmo que Yoga, na verdade, mas com um nome diferente. Envolve disciplina, observação de princípios éticos e nos mantém nesse estado de simplicidade amorosa e abundante. O Processo de 21 dias é uma das ferramentas que nos leva à Consciência Prânica, em função disso, sim, estão relacionados!

 

Mesmo que o propósito do processo de 21 dias não é parar de comer, após essa vivência algumas pessoas se tornam “respiratorianas”,  e outras voltam a se alimentar. Quanto tempo passou sem se alimentar? Como é sua alimentação hoje em dia?

É mesmo muito importante enfatizar isso, o Processo de 21 dias não é para parar de comer. E é fato que algumas pessoas (bem poucas) mantêm após o processo uma dieta líquida, às vezes por um pequeno período, como um ou dois meses, às vezes por um período maior, por exemplo de seis meses a um ano. Existem raros casos de pessoas que se tornaram “respiratorianas”, ou seja, que não ingerem nada, na verdade só conheço um caso. Porém, o Processo oferece elementos muito mais importantes que contribuem de verdade em nossa jornada espiritual.

Logo que fiz o Processo de 21 dias, permaneci nos líquidos por nove meses. Hoje, normalmente como alimentos que estejam alinhados com uma postura vegana e passo períodos ingerindo apenas líquidos. Esses períodos variam muito, às vezes é apenas um mês, outras vezes seis e até mais de um ano. 

 

O ato de comer ainda está muito conectado com as nossas relações sociais. Como você vê essa relação comida vs. sociabilidade? Você teve alguma dificuldade com isso no seu período a seco?

Realmente o ato de comer é uma intercessão entre as linhas individuais. Isso é muito saudável, porém há que observar a qualidade e o próprio respeito com o alimento.

No início, nos primeiros nove meses de líquidos tivemos desafios com a família do meu pai, que sempre se posicionou contra a postura vegetariana, ao constatarem que não estávamos comendo gerou um impacto, que fomos driblando. Hoje todos sabem, aceitam e respeitam nossos momentos. Embora nossa vida social esteja mais restrita ao núcleo familiar.

 

Você dá aula para muitos terapeutas. Essa é uma profissão que notoriamente tem crescido. Cada vez mais as pessoas estão conciliando suas atividades empresariais e da “indústria” com os estudos e práticas terapêuticas. (Isso me faz lembrar um pouco de como os Essênios exerciam suas atividades laborais, pois eles eram todos terapeutas e também exerciam outras funções de acordo com seu dom na comunidade, pra eles não havia separação, tudo era sagrado). Você acha que esse movimento integrativo, de incluir o sagrado em nossa rotina, é um sinal de que estamos retomando à consciência o conceito de Unidade?

Com certeza, estamos vivendo esse momento lindo de transição, a tal revolução consciencial. As pessoas cansaram dessa invenção de que a satisfação vem do status, do dinheiro e bens de consumo, começaram a reconhecer que a verdadeira felicidade está além, além dos planos sensoriais. Sim, está em conciliar as atividades práticas com as diretrizes internas. Essa é a espiritualidade que os grandes mestres ensinavam, estar pleno o tempo todo, estar conectado à Consciência, observando os princípios universais. Além do ritual, mas sim na prática de qualquer atividade, na atitude de estar presente e no contentamento de ser. Nesse processo de despertar social, as pessoas vão buscando métodos, técnicas e elementos que possam otimizar a caminhada para o autoconhecimento.

 

 Livros escritos por Oberom: Viajando na Luz, No Fluir da Felicidade e Vegan Yoga

 

Estamos em constante troca com o Universo. Nosso estado vibracional nos permite “fazer o lugar”, mas ainda assim somos influenciados pelo ambiente. Você já viajou algumas vezes à Índia, como você vê sua troca com essa cultura oriental?

Se nossa vibração mantém-se no nível ordinário, no padrão do medo, escassez, vítima... é comum que a interferência do meio seja fator decisivo. Porém, se a vibração é elevada (gratidão, paz, Amor, felicidade), ela tende a ser o agente de transmutação das vibrações mais densas que o cercam. No entanto, há uma inteligência sutil operante que permite a absorção daquilo que pode nos ajudar a progredir, logo, ir para a Índia nos faz ter contato com lugares e pessoas com uma vibração muito elevada, extra-ordinária, assim absorvemos isso e nossos impulsos mais densos são transmutados!

 

Qual é o roteiro para sua próxima viagem à Índia? O que mais você gostaria de vivenciar da cultura hindu?

Temos dois roteiros, um inicia no final deste ano - Índia Sul - e logo na sequência vem o Índia Norte, que termina no final de janeiro.

No primeiro começamos passando uns dias no ashram da Amma, Santa do Abraço, depois vamos para Auroville, Mamallapuram, Tiruvanamalai (onde se localiza a montanha Arunachala), então Bangalore e finalizamos o primeiro roteiro. Teremos quatro dias entre um grupo e o outro, nesses dias vamos visitar com os que fizerem os dois roteiros a escola de Yogananda e seu ashram, o Yogoda Satsang. Então, encontraremos o grupo em Bodhgaya (cidade onde Buddha se iluminou), depois Varanasi, Sarnat, Agra (Taj Mahal) e Rishikesh! Acredito que que há algo invisível que é muito poderoso, vai além do que poderia explicar, mas uma coisa que realmente ajuda a perceber isso é a meditação e o silêncio, isso nós vivenciamos bastante, inclusive em grupo!

 

No seu segundo livro, No fluir da felicidade, você segue contando sobre suas viagens, suas visitas em solos sagrados e encontros com outros mestres. De todos os locais visitados, curas recebidas e encontros com alguns Iluminados que você teve, qual foi a experiência mais transformadora?

Se me permite gostaria de pontuar duas experiências; a primeira com a Santa do Abraço, Shiva Shakti Amma, e a segunda no mesmo distrito, Tiruvanamalai (Tamil Nadu, sul da Índia), com a yoguini Sri Paramatma Aum Amma. Foram experiências muito fortes, até no nível físico. Na primeira, fui invadido por um silêncio tão profundo que quase me percebi em um outro lugar que não parecia este planeta. Na segunda, fui abraçado por um Amor que meu corpo não pode suportar, tremi, chorei e não consegui me sustentar de pé.

 

Do que você já conheceu e praticou sobre autoconhecimento, terapias, ferramentas quânticas e rituais, quais são as praticas que não podem faltar no seu dia?

Não pode faltar gratidão, meditação no começo do dia (medito Vipassana da tradição de S. N. Goenka) e sinto que não pode faltar um sincero pedido “que eu seja guiado por Ti” e “que seja feita a Vossa vontade”, assim me entrego mais e me sinto protegido em minha jornada diária.

 

Seu terceiro livro, Vegan Yoga, está sendo um grande sucesso de vendas e recém completou um ano. Você sente que está vivendo seu Dharma? Em que momento da sua vida você tomou consciência que (sim!) estava neste estado de graça?

O Vegan Yoga é uma ferramenta para propagarmos a Paz, ele fala do Dharma, Verdade, princípio, propósito, caminho reto; sinto que ele é abençoado pelo Dharma. O livro veio em um momento muito propício, um momento em que as pessoas estão despertando, começaram a se cansar das mentiras que o sistema impõe. Mas também essa força de trazer os princípios de uma tradição milenar que se sustenta em elementos que trazem elevação ao ser humano. Bom, e tudo isso só confirma que estou fazendo o que deveria estar fazendo. Em 2009 tive essa sensação de ter encontrado o que eu tinha para realizar nessa encarnação, desde então tudo ficou claro, fluído e repleto de Graça. Só tenho mesmo a agradecer e fazer meu melhor para não trair essa força que me ampara, dar o meu melhor para poder compartilhar essa Graça com mais pessoas. Trazer mais essência, mais Verdade, mais simplicidade e abrir mão do supérfluo mesmo que revestido de espiritualidade, deixar ir as teorias que não vão acrescentar em nada, desapegar da necessidade de ter a aprovação das pessoas e focar em ser obediente à minha própria consciência.

 

 

 

Para mais informações, visite o site oficial do Oberom: Consciência Prânica

 

_/\_

 

 

Please reload