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Alimentação sutil através dos sentidos

8.6.2016

"(..) falta-nos uma educação dos sentidos que nos ensine a cuidar deles, a cultivá-los, a apurá-los".~ José Tolentino Mendonça

 

 

Para quem acha que só uma alimentação balanceada é o suficiente para manter a vitalidade do corpo e uma vida saudável, eu consideraria que essa informação está incompleta. O corpo humano se alimenta não só pela boca, ele troca energias com pessoas e ambientes, recebendo influências e informações de diferentes formas e qualidades. Os nossos cinco sentidos básicos são portas para a entrada e saída dessas energias sutis, que nos alimentam (ou poluem) de acordo com as nossas escolhas.

 

Os sentidos são uma das primeiras formas como experimentamos o mundo. Eles são um importante elo entre o mundo externo e interno. E tem um papel significante nas nossas memórias sentimentais.  Os sentidos permitem que a informação através deles seja captada e enviada para o cérebro, para que este faça o reconhecimento e interpretação. Dessa forma, é através deles que podemos escolher a forma como nos alimentamos do que o mundo nos oferece, e escolher melhor as energias que podem beneficiar o nosso corpo e experiências.

 

Cada sentido está conectado com um órgão e sistemas em específico. Os estudos da metafísica e psicossomática abordam a mensagem que há por trás do funcionamento ou disfunção que cada um dos nossos órgãos, sistemas e corpos apresentam.

 

Paladar

A boca, na análise psicossomática, simboliza a forma como nos comunicamos com o mundo.

A famosa frase bíblica de Mateus “não é o que entra pela boca o que torna uma pessoa impura, mas o que sai da boca, isto sim, corrompe a pessoa” resume bem este aprendizado.

Muitos de nós já ouvimos as seguintes frases “engolindo sapo” e “pagando a língua”, que são no fundo expressões populares que auxiliam a compreender as desarmonias que atraímos pelo uso inadequado de nossa verbalização, já que a palavra tem poder e é uma das formas mais fortes de atrair e materializar determinadas experiências no plano físico.

Reflita: Como você está se comunicando com as pessoas ao seu redor? Você anda reclamando da vida? Está sendo rude consigo e com os demais? Que tipo de frase anda repetindo para si mesmo? Está julgando e falando mal das pessoas?

Para harmonizar esse sentido, busquemos usar melhor as palavras e a forma como as conduzimos ao mundo. Caso não tenha algo gentil a ser dito, prefira a compreensão do momento em silêncio. Fazer uma oração, cantar um mantra, elogiar ou agradecer são poderosas formas de atrair equilíbrio e paz interior.

 

Visão

Este é sem dúvida o nosso sentido dominante. O ser humano é muito visual. Ao ver algo impactante, os outros sentidos são automaticamente ativados e muitas substancias químicas são liberadas (como a adrenalina), proporcionando uma experiência multissensorial e sinestésica.

Os olhos, dentro da psicossomática, é o veículo que nos permite enxergar do lado de fora o que está dentro de nós. Um bom exemplo disso é quando vemos uma paisagem, cada um verá primeiramente algo que lhe atrai, seja uma pessoa, uma cor, um movimento, uma forma. Todas essas informações são pequenos códigos que nos fazem entender o que estamos dando foco na vida.

Reflita: O que tenho visto, assistido e lido ajuda a me manter em estado de calma? Que tipo de tema está atraindo o meu foco visual? Quando olho uma imagem, o que primeiramente me atrai?

Para harmonizar esse sentido, busquemos selecionar melhor os filmes e programas que assistimos, além disso, dê preferência a ler assuntos que possam trazer algo de edificante em nosso dia. Evite dar atenção a cenas fortes que possam alterar a polaridade de suas energias e trazer mais memórias desqualificadas para seu campo.

 

Olfato

Sentido muito conectado ao da visão. Quando sentimos um determinado cheiro, instantaneamente conectamos com uma imagem ou cena vivenciada. O olfato permite distinguir, pelas notas olfativas, a qualidade dos alimentos e dos ambientes que entramos em contato. Sabemos quando o ambiente está limpo, inclusive energeticamente, pelo cheiro. Podemos perceber em nosso ambiente doméstico, o quanto nos sentimos leves quando temos nossa casa limpa e organizada.

Muitos sensitivos conseguem sentir cheiros de planos mais sutis, alguns são capazes de sentir odores de flores quando em contato com ambientes de energias mais nobres e elevadas, o mesmo passa com odores desagradáveis, quando em em contato com energias mais densas.  Além disso, é através do nariz que absorvemos a vida, a energia vital do prana.

Reflita: Tenho cuidado da minha higiene pessoal e do ambiente doméstico? Que odores predominam ao meu redor? Eu respiro a vida de forma livre ou sinto dificuldade de absorvê-la?

Para harmonizar esse sentido, estejamos mais atentos aos odores que nos cercam e tomemos as providências para que estes se mantenham agradáveis. Busque libertar-se de tudo que te sufoca e te impede de viver os momentos livremente.

 

Audição

Este sentido está muito conectado com a fala e todas as mensagens que recebemos do Universo. O ouvido capta as ondas sonoras, as quais são traduzidas pelo cérebro, que classifica a  natureza do som.

A agradabilidade do som ao nosso redor é algo bastante subjetivo, contudo, devemos tomar cuidado para que alguns deles possam ser evitados. Músicas muito apelativas e agressivas, sons muito altos e ruídos estridentes alteram a harmonia do nosso campo energético, mesmo que possa soar divertido. Mas uma das piores formas de desequilíbrio do nosso campo é dar ouvidos aos melindres que nos são contados.

Reflita: Que tipo de som eu tenho escutado ultimamente? Estes sons me permitem um estado de tranqüilidade? Que tom de voz costumo ouvir das pessoas e de mim mesmo? Estou dando atenção às conversas paralelas e fofocas? Que pensamentos tenho dado ouvidos? Que crenças limitantes tenho escutado?

Uma das melhores formas para harmonizar este sentido é escutar os sons da natureza, e, principalmente, apreciar o silêncio. Aprenda a escutar músicas em que as harmonias possibilitam um estado de calma. Evite dar ouvidos a críticas e julgamentos sobre a sua vida e a vida alheia. Busque nas conversas um tom de voz convidativo e afável.

 

Tato

Muitos não sabem, mais o maior órgão do corpo humano é a pele. Ela é o nosso limite e proteção entre as sensações e consistências que a matéria nos proporciona. Já disseram os sábios: “seu corpo é seu templo”, e é por meio do toque que somos convidados a experimentar as texturas através dos múltiplos neurônios presente na pele.

Por meio do tato podemos experimentar a dor e o prazer. É pelo tato que entramos em contato com as pessoas e os demais seres, podendo lhes oferecer um gesto que expresse nossas emoções e estados internos, como um carinho ou uma ação de caráter violento.

Reflita: Eu toco as pessoas da forma como gostaria de ser tocado? Meu corpo sente mais dor ou prazer? Meu toque é gentil ou agressivo? Me sinto respeitado com a forma que sou abordada? Me sinto em proteção? O que me deixa "à flor da pele"?

Entre as formas de harmonização deste sentido, eu destaco um exercício de concentração, muito utilizado em algumas técnicas de meditação, que pode ser feitos durante alguns minutos. Sente-se, respire profundamente e permaneça em silêncio, então, acompanhe todas as sensações táteis, desde as mais grotescas (roçar da roupa, coceira, cócegas, dormência, aquecimento/esfriamento) até as mais sutis (vibrações, acúmulo de energia em determinadas área), e busque aceitar essas sensações do seu corpo sem a necessidade de identificar ou apegar-se a elas. Simplesmente sinta-as sem julgamentos.

Este exercício, além de permitir que nos tornemos mais sensível às energias sutis, também proporciona a benção de viver mais no momento presente.

 

Paz e bem! _/\_

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