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Uma tarde com Yogananda

13.12.2015

Quando perguntaram pela primeira vez pra mim se eu tinha lido a Autobiografia de um Iogue, eu nem imaginava quem era o iogue por traz dos autorrelatos. Yogananda ainda não era um ser sobre o qual eu tinha consciência nesta existência. Naquele momento eu estava tendo outros tipos de estudos, mais básicos, e não fui atrás de saber mais, porque como acredito, ainda teria que haver um preparo.

 

Tempos depois, já mais simpática aos estudos orientais, fui intuída a ler a tal autobiografia. E como nada vem até nós como simples acaso, a leitura desse livro foi um portal para várias dimensões de conhecimento e inclusive vislumbres de uma consciência maior dentro de mim.

 

Quando nos conectamos de coração com alguns Mestres, ocorre uma identificação com nossos próprios potenciais, e isso vem com tamanha força que você só pensa em beber mais dessa água. Assim foi com Yogananda. Um dia eu não sabia nada sobre ele, no outro eu sentia sua presença grandiosa e amorosa em muitas coisas que eu fazia. Segui lendo alguns livros mais com seus ensinamentos, e cada vez mais sinto o quanto esse aprendizado vem, de tempos em tempos, por módulos, que são doses homeopáticas para meu atual estado de consciência, porque a grandiosidade do Universo e as leis que o regem, não podem vir do dia para a noite, pelo menos não como ainda me apresento.

 

Na correria dos meus dias, entre atendimentos, estudos, suporte familiar e descanso, o que eu menos tenho tido é descanso. E foi durante uma dessas incessantes atividades, que minha voz interior falou “pare tudo e vá relaxar!”. E como num flash, eu vi a imagem de Yogananda com seus olhos vivos até mim. Lembrei de Awake, o filme em cartaz sobre a vida desse Mestre, e decidi naquele mesmo dia assisti-lo.

 

Antes mesmo que Awake saisse em cartaz eu decidi que iria vê-lo no cinema, mas a princípio, por uma série de razões, não consegui. Num primeiro momento, não pude conciliar meu tempo livre com a única semana que ele ficaria em cartaz (o filme foi considerado “alternativo” demais e esperava-se não atingir um público suficiente para ficar mais que esse tempo em cartaz). Enfim, tive que aceitar e aguardar uma nova oportunidade. Mas o Universo é demasiado generoso e permitiu que tivéssemos mais uma semana em cartaz com esse presente a nossa disposição. E dessa vez eu não tive desculpa.

 

Desde que minha voz interior me pediu naquela manhã para que eu relaxasse, uma mensagem ficou vez ou outra lampejando “quando você chegar lá no local, você vai encontrar alguém muito especial, e esse alguém vai te ajudar”. Não pude evitar sentir uma expectativa, quem seria essa pessoa? conhecida? desconhecida? Mas busquei estar serena e me abrir para o que viesse.

Uma vez lá, olhar para os lados me parecia um bom começo, mesmo algo dentro de mim achando isso um tanto ridículo, mas me permiti, as ajudas podem vir de várias formas.

 

Experimentar visualmente a presença de Yogananda, entrar em contato com sua história, suas provações e momentos de êxtase é uma experiência quântica. Assim como em seus livros, eu fui levada para um outro estágio de mim mesma, revi minha existência diante de seus olhos que constantemente saltavam na tela, como meu próprio observador. A emoção de subir no “meu Himalaya” e mover as névoas das dúvidas sob o amparo de um Mestre é algo que se agradece, eternamente.

Durante a exibição, ouvi uma frase que outros professores encarnados já haviam me dito, e que foi reforçado naquele momento-upanishad, algo como “você não tem que acreditar em mim, pratique você mesmo e faça sua própria avaliação”. Lembrei-me rapidamente do quanto eu estava "pagando pra ver" este ano, e o quanto estava valendo, mesmo muitas vezes tropeçando, ser um tanto “São Tomé”.

No fim da sessão eu sentia o amor ressoante do Swami, que era reforçado pelos versos-súplicas de Geroge Harrison “give me love, give me love, give me peace on earth” (me dê amor, me dê amor, me dê paz na terra). Saí do local sem encontrar ninguém que meu ego esperava.

 

Escrevo essas palavras com a imagem da capa de sua autobiografia ao meu lado. Eu fito os olhos de Yoganandaji, que me seguem em todos os ângulos que eu estiver, assim como os olhos de Monalisa, só que ao contrário dos olhos dela, quando o vejo, eu vejo um reflexo do meu interior. Como previsto, eu fui àquele local para encontrar alguém muito especial, que iria me ajudar....e tudo que bastava era seguir olhando pra dentro.

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